Deputado Federal

Bolsonaro posa com chapéu de Pernambuco em ato em Brasília

Publicado em 25/10/2016 , às 13 h13

Com agências NE10

Foto circula nas redes sociais / Foto: reprodução

Foto circula nas redes sociais Foto: reprodução

O deputado federal do Rio de Janeiro e um dos aspirantes à corrida presidencial em 2018, Jair Bolsonaro (PSC), esteve presente na manifestação em defesa da liberação da prática da vaquejada em todo o País, realizada em Brasília na manhã desta terça-feira (25). Ao final, ele tirou uma foto em que usa um chapéu de cangaceiro com a bandeira de Pernambuco.

No encontro, vaqueiros de todo o País trouxeram cavalos para o gramado central e contestam a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou a inconstitucional a lei cearense que regulamentava a prática naquele Estado.

Com faixas e um carro de som posicionado próximo ao Congresso Nacional, vaqueiros e empresários do setor negam que a prática signifique maus tratos aos animais e afirmam que, além de elemento da cultural, a atividade é fonte de geração de emprego e renda.

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A organização do evento diz que cerca de 700 caminhões de transporte de animais e 6 mil pessoas vieram a Brasília para a manifestação. São dois mil animais, principalmente cavalos. Confira como foi a manifestação:


Entenda a polêmica

No dia 6 deste mês, o STF decidiu por 6 votos a 5 que a vaquejada é uma prática de maus-tratos e crueldade contra animais. Na ocasião, o governo do Ceará defendeu que a vaquejada se tratava de patrimônio cultural do povo nordestino. 

 

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Protesto a favor das Vaquejadas


Crédito: José Cruz / Agência Brasil

Protesto a favor das Vaquejadas


Crédito: Romoaldo de Souza / Rádio Jornal

Protesto a favor das Vaquejadas


Crédito: Romoaldo de Souza / Rádio Jornal

Protesto a favor das Vaquejadas


Crédito: Romoaldo de Souza / Rádio Jornal

Protesto a favor das Vaquejadas


Crédito: Romoaldo de Souza / Rádio Jornal

Protesto a favor das Vaquejadas


Crédito: José Cruz / Agência Brasil

 

Defensores dizem que vaquejadas sustentam famílias

 

De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (Abqm) e a Associação Brasileira de Vaquejadas (Abaq), anualmente, são realizadas cerca de 4 mil vaquejadas no país, a maioria no Nordeste, que geram 700 mil empregos diretos e indiretos.

As associações afirmam que, nos últimos 10 anos, a atividade passou por regulamentação para garantir a segurança dos competidores e dos animais e defendem que, ao invés de vedar a regulamentação da prática, o caminho é adotar medidas que garantam a continuidade da vaquejada.

O proprietário do Parque Leão de Vaquejada, em Brasília, Raul Leão, diz que medidas adotadas nos últimos anos - como o uso do protetor de cauda e da cama de areia onde o animal é derrubado - evitam sofrimento. Para Leão, o que deve ser combatida é a prática clandestina da atividade que ocorre sem a adoção da regulamentação necessária.

O empresário diz que o impacto econômico que o fim da atividade gera atinge toda uma cadeia produtiva como de produção de selas, rações e medicamentos.

“Esperamos que o Supremo seja sensibilizado pelos efeitos que essa decisão vai causar a esses 700 mil empregos. Foi lamentável ter ocorrido esse julgamento sem ter uma audiência pública para debater o que a vaquejada representa para o país”, disse Raul Leão.

Os caminhões que transportaram os animais passam o dia estacionados nas faixas ao longo dos meios fios da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e provocaram engarrafamento na região central da cidade pela manhã.

Ao longo do dia, os integrantes do movimento participam de uma missa na Catedral de Brasília e de uma audiência pública na Câmara dos Deputados. As atividades vão terminar com um show à noite, na Esplanada.

 

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  • De: Fernanda- 25/10/2016 16:04 arrumem um trabalho que não explore, escravize e não mal trate nenhum ser vivo. bando de doentes.
  • De: Gil- 25/10/2016 15:49 Se a preocupação é com os animais, por que não fecham os criadouros de gado para alimentação? Por que não fecham as granjas? Por que não soltam os animais dos zoológicos e deixam eles nos seus habitats? É uma visão muito simplista dizer que a vaquejada causa maus tratos aos animais. O impacto social e econômico é imenso numa decisão abrupta como esta. Eu me pergunto que alternativas esse governo vai oferecer às famílias que tiram seu sustento dessa prática. Não falo dos fazendeiros, dos produtores de megaeventos. Esses continuarão ganhando dinheiro. Que tipos de investimentos serão feitos nessas regiões já tão carentes de estrutura? Uma problematização dessa questão se faz necessária, principalmente nos veículos do nordeste.
  • De: Fernando Barros- 25/10/2016 15:41 ERRATA no texto: Esse chapéu de couro é um chapéu de vaqueiro e não de cangaceiro. De resto, nada a comentar até porque nem vale a pena.
  • De: ronaldo- 25/10/2016 13:50 Esses vaqueiros estão começando a andar com quem não vale um verme!!!!

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