Operação Recomeço

Polícia Federal prende mais três envolvidos em desvio de fundos de pensão

Publicado em 27/06/2016 , às 21 h08

Agência Brasil

Os três presos desta segunda se apresentaram na Superintendência da Polícia Federal no Rio / Foto: Agência Brasil

Os três presos desta segunda se apresentaram na Superintendência da Polícia Federal no Rio Foto: Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta segunda-feira (27) mais três investigados na Operação Recomeço que tinham mandados de prisão temporária em aberto. Na ação, deflagrada sexta-feira (24) pela PF, em parceria com o Ministério Público Federal, já foram presos seis suspeitos de envolvimento em desvios de recursos dos fundos de pensão Petros (da Petrobras) e Postalis (dos Correios). Os desvios podem chegar a R$ 90 milhões.

No dia que a operação foi deflagrada, a PF prendeu Adilson Florêncio da Costa, ex-diretor financeiro do Postalis, Roberto Roland Rodrigues da Silva Jr., que auxiliou na estruturação da operação do grupo educacional Galileo, e Paulo César Prado Ferreira da Gama, um dos donos da Universidade Gama Filho.

Os três presos desta segunda se apresentaram na Superintendência da Polícia Federal no Rio. São eles: Ricardo Andrade Magro e Carlos Alberto Peregrino da Silva, suspeitos de participar da estruturação da operação fraudulenta do Grupo Galileo Educacional, e Luiz Alfredo da Gama Botafogo Muniz, um dos donos da Gama Filho. Todos estão com prisão temporária decretada e foram encaminhados ao sistema prisional do estado. Ainda falta prender o advogado Márcio André Mendes Costa, sócio do Grupo Galileo.

ESQUEMA - Segundo a investigação, o esquema foi montado pela Galileo Educacional, que arrecadou cerca de R$ 100 milhões por meio da compra de debêntures (títulos mobiliários), com o objetivo de recuperar a Universidade Gama Filho, no Rio. Quando o Grupo Galileo quebrou, cerca de R$ 90 milhões foram desviados. As investigações começaram em 2013, motivadas pela situação dos alunos da Universidade Gama Filho, descredenciada pelo Ministério da Educação no início de 2014, após a crise financeira na instituição.

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