IDIOMAS

Conheça os quatro trunfos que fazem a diferença para aprender inglês

Publicado em 20/11/2019 , às 10 h32

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Várias das dicas da professora Hemylle de Oliveira já fazem parte da rotina de estudos de Leonardo Arcanjo / Foto: Hesíodo Góes/JC360

Várias das dicas da professora Hemylle de Oliveira já fazem parte da rotina de estudos de Leonardo Arcanjo Foto: Hesíodo Góes/JC360

Ter a capacidade de falar com clareza, trocar informações, compreender o que a outra pessoa quer dizer e também se fazer entender: os princípios básicos da boa comunicação são usados diariamente por todos nós, nas mais variadas situações, mas podem se transformar em desafio quando precisam acontecer em inglês. É comum pensar que quem tem a tal da “facilidade com idiomas” não passa por esses problemas, mas dominar uma língua estrangeira depende muito mais do compromisso do estudante do que do nível de fluência em que a pessoa se encontra.

Esse é o primeiro dos quatro trunfos comumente utilizados pelas pessoas que se dedicam ao aprendizado de um idioma, de acordo com a professora Hemylle de Oliveira, que dá aula na Cultura Inglesa de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. “Muitas vezes os alunos esperam um milagre dentro da sala de aula, mas eles precisam entender que devem se expor ao inglês ao máximo, nas mais diversas situações do cotidiano. Ser proativo vai ser decisivo no desenvolvimento do conhecimento e esse é um comportamento que deve partir de cada aluno, ao longo da maior quantidade possível de momentos do dia”, pontua a especialista.

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Na opinião de Erika Gouvêa, base obtida com aulas desde a infância foi determinante para sucesso do atual mestrado que ela faz na Espanha, com aulas 100% em inglês (Foto: Acervo pessoal) 

Erika Gouvêa, 34 anos, levou esse conselho à risca durante toda a sua vida. Recifense que vive hoje em Madri, na Espanha, onde cursa um mestrado com aulas 100% em inglês, ela se expôs à língua desde muito jovem, tendo iniciado os estudos por volta dos sete anos. “Meus pais sempre acharam importante e eu já tinha interesse em morar fora, muito em função dos estímulos recebidos durante as aulas na Cultura Inglesa”, comenta a administradora.

Depois de 12 anos em contato regular com o idioma, Erika aprimorou suas habilidades com um intercâmbio de oito meses no Reino Unido. Foi a chance para colocar em prática todas as aulas extras de conversação que tinha na bagagem. “Além da conversação, fiz parte do Drama Club, do coral, tudo para ampliar minha participação, para falar mais, ouvir mais. Isso foi essencial para me dar uma base para a fluência de que preciso hoje, no mestrado e no meu cotidiano profissional. O inglês é a ferramenta que te dá acesso a essa diversidade toda”, assegura.

O segundo trunfo que pode ser destacado é ter uma atitude favorável na hora do aprendizado. “É muito comum o aluno se sabotar, dizer que ‘não tem facilidade com inglês’. A vontade de aprender precisa ser maior que qualquer impasse, que deve ser encarado como um obstáculo momentâneo, sempre passível de ser superado. Transformar o ‘impedimento’ em resultado positivo. O aluno que erra é o aluno que aprende”, defende Hemylle.

Hemylle Oliveira
Professora Hemylle de Oliveira incentiva alunos a terem contato com o inglês o máximo possível, dentro e fora da sala de aula (Foto: Hesíodo Góes/JC360)

Transformar esse limão em limonada foi o que fez o profissional de TI Leonardo Lima, 37 anos. O primeiro contato com o inglês foi ainda no Ensino Fundamental, mas o curso formal só aconteceu na vida adulta, quando a empresa onde trabalhava no Rio de Janeiro fechou um convênio com uma escola da cidade. “Eu entendia algumas coisas, mas, em geral, tinha vergonha de me comunicar, de falar errado. Em 2012, pude fazer um intercâmbio de um mês nas Filipinas e o inglês foi o que me garantiu essa oportunidade. Poderia ter me escondido atrás dessa dificuldade, mas achei melhor dar a cara à tapa. Talvez não tenha falado com 100% da fluência que almejo, mas cumpri a missão e entreguei tudo o que me foi demandado ”, afirma.

Vivendo no Recife desde 2015, Leonardo é aluno da Cultura Inglesa há cerca de um ano. “Minha professora me mostrou que eu pensava muito para falar corretamente, de primeira. Deixei isso de lado e, quando necessário, ela me corrige e o resultado é muito melhor. Hoje, nas aulas de conversação, o papo flui muito bem e as palavras saem sem que eu pense em português, traduza e depois fale em inglês. É muito gratificante perceber essa mudança e confirmar que tenho fortalecido essa habilidade”, comemora.

Speaking and reading

Para o aprimoramento da fluência propriamente dita, o inglês bem falado, o trunfo é um só: falar sempre, em toda e qualquer oportunidade que surja. “Seja em aulas de conversação; com outros falantes do idioma, nativos ou não; até mesmo falar sozinho ajuda na melhoria do desempenho do aluno. É preciso burlar a insegurança, a timidez, o medo de errar. Da parte do professor, ele deve garantir um ambiente seguro para que esse estudante possa se sentir confiante para dar esse passo”, ensina.

Leonardo Arcanjo
Leonardo Arcanjo entende que inglês é essencial para o que pretende enquanto profissional. "Não é mais diferencial, virou primordial", comenta (Foto: Hesíodo Góes/JC360)

O estudante de Engenharia de Produção Leonardo Arcanjo tem apenas 22 anos, metade dos quais em contato regular com a língua inglesa. “Comecei bastante cedo, realmente como uma alfabetização em um segundo idioma. Não me imagino, hoje, sem falar inglês, porque uso muito em viagens, nos meus estudos ou para obter informações pela internet. São experiências incomparáveis, que eu não viveria se não tivesse a fluência que tenho”, acredita o universitário.

Certo de que seu domínio do idioma vai fazer a diferença no mercado de trabalho, Leonardo não para de praticar. “Muitos livros e artigos científicos na minha área de conhecimento estão só em inglês ou existem primeiro em inglês. Então não é mais um diferencial,  virou primordial. Quanto melhor meu nível de fala e compreensão, maior é minha vantagem profissional”, resume. 

Em relação à leitura, professora Hemylle recomenda exatamente o que Leonardo já faz: contato regular com o idioma na forma escrita, seja por meio de livros, artigos, sites, notícias, redes sociais. “Não é obrigatório ler os clássicos, se eles não forem do interesse do aluno. O que importa é encontrar conteúdos com os quais ele se identifique e coletar mais materiais desse tipo, para unir o útil ao agradável”, aponta.

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