Emocional

Inteligência Emocional é assunto escolar, sim

Publicado em 05/08/2019 , às 07 h00

NE10

Saber lidar com os próprios sentimentos, aprender a nomeá-los e decidir a melhor forma de conduzi-los é uma tarefa complexa. A Inteligência Emocional pode até requerer certa maturidade, mas aprender a reconhecer o que se sente e a reagir de forma mais consciente é uma construção. E quanto mais cedo essa construção é iniciada, melhor.

Pais e escolas têm um papel fundamental nisso e o acompanhamento ensina aos pequenos a compreender o que estão sentindo em determinadas situações. O Colégio GGE é uma das instituições que vem se preparando e aderiu à temática: a partir de 2020, incluirá na grade disciplinar a Alfabetização Emocional, ajudando as crianças aprenderem sobre sentimentos e fazendo-as reconhecê-los em si próprias.

Pais e escolas têm um papel fundamental nisso e o acompanhamento ensina aos pequenos a compreender o que estão sentindo em determinadas situações / Foto: Divulgação

Pais e escolas têm um papel fundamental nisso e o acompanhamento ensina aos pequenos a compreender o que estão sentindo em determinadas situações Foto: Divulgação

“Sentir medo, alegria, tudo faz parte do processo de convivência. É preciso que os alunos entendam o que estão sentindo. E, depois, no Fundamental, a gente começa a trabalhar a autorregulação dessas emoções. Que as crianças consigam, além de perceber, controlar esses sentimento: estou com raiva, mas isso não permite que eu bata no meu colega’”, descreve a diretora pedagógica da Educação Infantil e do Ensino Fundamental 1 do GGE, Anabelle Veloso..

Desde a Educação Infantil, o GGE trabalha com regras, trabalho em grupo, individualidade, direitos e, acima de tudo, o respeito por todos os colegas, acolhendo-os sem nenhuma diferença. Ao oferecer essas condições, o ambiente escolar ensina o que precisará ser usado na vida. Mais adiante, os alunos passarão pela adolescência, onde as maiores cobranças começam e onde a escola continua com papel fundamental diante dos desafios, ao lado da família. No GGE, o Serviço de Orientação Educacional e Psicológico (SOEP) é o setor responsável por esse acompanhamento, pelo trabalho de fortalecimento motivacional para que suas lacunas emocionais sejam trabalhadas. 

“No dia a dia, trabalhamos com a equipe de psicologia e com um coordenador, que é pedagogo, e damos acompanhamento emocional. É assim que percebemos que um aluno com muito potencial nos estudos está passando por problemas. E a equipe é mobilizada para auxiliá-lo”, diz a psicóloga do GGE, Emanuela Freire.

Coordenador do Ensino Médio e do Pré-Enem do GGE em Caruaru, o psicólogo Tárcio Farias enaltece que o acompanhamento emocional é fundamental na motivação para enfrentar a transição da escola para a universidade. “O controle das emoções e o entendimento de si próprio são importantes até para que o aluno possa compreender melhor como funciona a fase que está vivendo. O acompanhamento afetivo é também uma coordenação mais próxima do aluno, é um professor mais atento e a escola que estimulam a participação da família”, reitera.

Acompanhamento emocional é fundamental na motivação para enfrentar a transição da escola para a universidade

Acompanhamento emocional é fundamental na motivação para enfrentar a transição da escola para a universidadeFoto: Divulgação

Ajuda importante

O apoio dos psicólogos aos alunos busca os pontos de conflito de cada etapa, os motivos que levam a sentimentos como a frustração. “Mostramos que a não realização de algo como planejamos não pode ser um freio de nossas ações, que existem outras maneiras para amenizar ou mudar a situação”, explica a psicóloga do GGE, Liliane Nascimento. Vários são os caminhos para lidar com situações complicadas: atividades lúdicas e esportivas são grandes aliadas e ajudam a refletir. 

A escola é um grande campo de treinamento dos manejos emocionais, pois possibilita o constante exercício da tolerância e da empatia, ferramentas primordiais para o controle emocional através do convívio e do diálogo com o outro.

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