Educação

Faça da internet uma aliada do conhecimento

Publicado em 30/07/2019 , às 07 h00

NE10

Celulares e tablets devem ser meios de conhecimento / Foto: Divulgação

Celulares e tablets devem ser meios de conhecimento Foto: Divulgação

Em um mundo tão conectado, onde estar online faz parte do cotidiano, excluir as crianças do contato com a internet é uma missão praticamente impossível. Nossos filhos já são “nativos digitais”, nasceram na era da conexão e têm muita facilidade de lidar com ela. Então, o que fazer para tornar essa relação saudável e segura para crianças e adolescentes?

Primeiramente, a família precisa estabelecer regras para o uso da rede, monitorar ao que os filhos têm acesso e, tão importante, saber que a tecnologia deve ser uma aliada para o aprendizado. “As crianças precisam ser direcionadas a entender que a rede não é só brincadeira, entretenimento. Então, tudo o que as famílias puderem fazer para direcionar nesse sentido é um diferencial”, reforça a diretora pedagógica da Educação Infantil e do Ensino Fundamental 1 do Colégio GGE, Anabelle Veloso.

Com celulares e tablets nas mãos, crianças e adolescentes têm acesso a divertimento, a interação e aos perigos, principalmente das redes sociais, que são um meio de comunicação e dão acesso fácil às pessoas a elas contectadas. A atenção deve estar voltada ao que se acessa e ao tempo de permanência online. Vigilância e equilíbrio. Nos dois casos, é importante a orientação, uma rotina de diálogo que mostre a que caminhos, bons ou nocivos, a internet pode levar. 

Para aconselhar bem aos pais e responsáveis por crianças e adolescentes, o Colégio GGE preparou um e-book gratuito que traz orientações e a percepção de especialistas acerca do tema, que você pode baixar aqui.

Limites, sim!

Os responsáveis devem ficar atentos a tudo que crianças e adolescentes acessam na internet

Os responsáveis devem ficar atentos a tudo que crianças e adolescentes acessam na internetFoto: Divulgação

Internamente, as escolas precisam estabelecer regras para o uso da internet dentro de suas dependências. No GGE, as orientações são bastante claras para cada faixa etária. Alunos de 1 até 9 anos não têm autorização para usar celulares ou tablets e mesmo que o aparelho seja levado na mochila, terá que permanecer lá até o horário da saída da escola. “O celular pode até vir na bolsa por ordem dos pais, mas o aluno não poderá, por exemplo, passar o recreio com ele. Em uma eventual tentativa, a coordenação recolhe, guarda e entrega na saída. O celular concentra a atenção da criança, o resto do mundo passa a não existir, e as crianças precisam se relacionar. O momento do recreio é para interagir, brincar”, continua Anabelle. Para os alunos a partir dos 11 anos, a escola passa a permitir que se porte o celular, mas continua a restrição: dentro de sala de aula, não.

Profissional especializada na educação de crianças, Anabelle se diz crítica à forma como a tecnologia ainda é usada hoje. “Para a convivência e o relacionamento interpessoal, ela trouxe mais malefícios que benefícios. Com as crianças, me preocupa essa limitação, que se deixe de correr, de se desenvolver, para estar sentado mexendo apenas os dedos”, diz, se referindo à fase da infância onde a motricidade ampla deve estar sendo cuidadosamente trabalhada.

De forma geral, a internet só deve ser usada por crianças com monitoramento, com aplicação dos diversos filtros que a tecnologia oferece e com observação dos responsáveis. Já as redes sociais, defende Anabelle Veloso, não são adequadas para crianças e adolescentes, ainda vulneráveis. “Redes sociais acabam abrindo, muitas vezes, todos os filtros que você possa colocar e limitar. Hoje é muito difícil. Sabemos que há crianças de 9 anos, por exemplo, que já têm perfis nas redes sociais, e se não querem impedir, as famílias precisam monitorar, ter a senha juntos. Não pode ser um ‘ambiente’ particular, nem mesmo para os adolescentes”, explica a diretora, detalhando que é preciso que os pais saibam o que é pesquisado, o teor de conversas. “Não é deixar usar como um adulto utiliza. A internet tem de tudo”, relembra.

Em casos de repercussão que envolvem a rede, como o da Boneca Momo, o GGE toma medidas específicas, através do Serviço de Orientação Educacional e Psicológica (SOEP). A equipe do SOEP está sempre acompanhando o que é divulgado, fazendo escuta dos alunos, e quando algo acende o sinal de alerta, os pais são chamados. “São feitos momentos de conversa, de monitoramento. Existem muitas orientações aos pais, porque se não houve presença da família, não dá certo. A internet é um mundo aberto”, alerta Anabelle.

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