EDUCAÇÃO

Quais os limites do uso da tecnologia e das redes sociais na adolescência?

Publicado em 28/11/2018 , às 18 h01

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É interessante compreender a diferença entre quando a tecnologia é benéfica e quando ela pode trazer riscos reais / Foto: Freepick

É interessante compreender a diferença entre quando a tecnologia é benéfica e quando ela pode trazer riscos reais Foto: Freepick

É comum se ouvir falar que as redes sociais são hoje como as praças de antigamente. Com um celular em mãos, é possível entrar em contato com pessoas de todo o mundo, aproximando os jovens de novos hábitos e maneiras de se relacionar com o outro.

Conhecidos como nativos digitais, por já nascerem com acesso à tecnologia e saberem exatamente como interagir com ela, as crianças e adolescentes do século 21 fazem do universo digital ambiente para as mais diversas atividades, sem muita diferenciação entre o que acontece nas telinhas e a vida no mundo físico. Mas, nem tudo são flores, e o acesso a tanta informação pode trazer riscos.

Para ajudar pais, mães e tutores, separamos algumas dicas sobre a melhor maneira de orientar a turminha quanto ao uso cauteloso da tecnologia e redes sociais. São instruções que põem ajudar a garantir que o universo digital seja aliado do aprendizado e traga apenas pontos positivos para o desenvolvimento.

Confira as dicas:

O primeiro passo é compreender que o ambiente digital por si só não é ruim. É bom para os jovens fazer parte desse mundo, inclusive porque os mais novos não conseguem entender a vida sem ele. O que se deve evitar é o exagero, pondo na interação com as telas o mesmo limite colocado para outras atividades, como o estudo e o lazer.

Também é interessante compreender a diferença entre quando a tecnologia é benéfica e quando ela pode trazer riscos reais. Um exemplo para o primeiro caso são os jogos e aplicativos interativos, através dos quais as crianças podem aprender e produzir conteúdo, como vídeos, áudios, textos e desenhos.

A linha que divide o estímulo saudável do perigoso é o tempo dedicado a ele. Não é adequado, por exemplo, que a criança ou adolescente se torne viciado nos jogos. Por isso, é importante a vigilância dos pais, que devem determinar quais games os filhos podem acessar e por quanto tempo. E atenção: senhas para baixar ou comprar jogos nunca devem ficar com os pequenos.

É fundamental estar atento a comportamentos que indiquem déficit de atenção, atrasos cognitivos, dificuldades de aprendizagem e impulsividade, sinais de que as horas dedicadas à tecnologia podem estar além do considerado saudável.

De modo geral, o principal aconselhamento para os pais é manter diálogo constante e sincero, além do acompanhamento permanente das atividades dos filhos com computadores, celulares e tablets, que devem ser usados somente sob supervisão, em local visível e com limite de tempo.

O controle do que a criança faz e como faz é responsabilidade do adulto, que pode ter como aliada a ativação das configurações de privacidade e uso para alguns sites e sempre verificar quais conteúdos os filhos estão acessando, por exemplo.

Já as redes sociais voltadas para o público adulto não devem ser usadas por crianças, mesmo diante da possível insistência das delas, pois podem expor os pequenos a situações perigosas, como abuso sexual ou estímulo a “brincadeiras” prejudiciais. A criança precisa confiar na família, para que busque apoio sempre que sentir necessidade e aprenda, aos poucos, a se proteger dos perigos do mundo virtual.

Gostou das dicas? Neste link é possível se cadastrar para acessar um e-book especial desenvolvido pelo colégio GGE, com mais informações sobre como orientar seu filho a ter uma relação saudável com o universo digital. O material traz, ainda, diferentes exemplos de riscos digitais – e como evitá-los -, trechos de estudos sobre o tema e depoimentos da psicóloga Maeli Ramos sobre como tratar o assunto. Confira!

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