VIDA ESCOLAR

Quando os jogos eletrônicos podem ser aliados dos estudos

Publicado em 25/10/2018 , às 13 h50

JC 360 NE10

O jogo desenvolvido pelo colégio foi apresentado aos alunos / Foto: Divulgação/ Colégio GGE

O jogo desenvolvido pelo colégio foi apresentado aos alunos Foto: Divulgação/ Colégio GGE

É inegável o encantamento que as novas tecnologias provocam. Para crianças e adolescentes, a atração causada pelas telas é ainda maior, principalmente porque as novas gerações são ainda mais íntimas das mídias digitais, presentes em seu dia a dia desde os primeiros anos de vida. E se, além de funcionar como entretenimento, esses recursos pudessem servir também como método de aprendizado nas mais diferentes áreas?

Pois é exatamente essa a ideia que move os profissionais de tecnologia que desenvolvem jogos, aplicativos e demais produtos voltados à educação na fase escolar. No Recife, foram as bitcoins, moedas famosas do mundo digital, que inspiraram o engenheiro Herbetes de Hollanda, sócio-diretor do Colégio GGE, a conceber o Dream Game, jogo exclusivo criado para os alunos testarem os conhecimentos adquiridos nas aulas.

Com nome escolhido em alusão ao “sonho de ser bem-sucedido”, o Dream Game é também uma plataforma através do qual os estudantes fortalecem valores, recebem recompensas por bom comportamento e são estimulados a serem competitivos de forma saudável.

“Meu desafio era trazer uma inovação tecnológica que contemplasse os principais valores da vida escolar: estudo e comportamento. A partir daí, desenvolvi a lógica, os critérios, algoritmos e ícones e, em parceria com um programador, conseguimos finalizar o produto”, explica Herbetes.

Ele conta que, após baixar o aplicativo, o aluno tem acesso a conteúdos de linguagem, ciências humanas, ciências da natureza e matemática, competências abordadas em vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A cada resposta correta, o jogador ganha uma moeda chamada braincoin. Já as heartcoins são concedidas pelos professores e equipe pedagógica. Pelo aplicativo, o aluno consegue acompanhar, em tempo real, como está seu desempenho.

Uma vez acumuladas, as moedas podem ser trocadas, através de uma loja virtual disponível no aplicativo do Dream Game, por diversos brindes reais, como bicicleta, aparelhos eletrônicos, lanches, fardamentos, ingressos para cinema, materiais esportivos, livros e até por pontuação extra em algumas disciplinas.

“Como no sistema financeiro real, os resultados vêm com o tempo de investimento. Quanto mais os alunos investirem no estudo, na conduta ética e de respeito, mais serão recompensados com uma formação superior de qualidade e sairão da escola preparados para a vida. As braincoins e heartcoins são um combustível para que eles possam conquistar essa fortuna”, comenta Tayguara Veloso, gestor pedagógico do Colégio GGE.

Repercussão

Aluno do 9º ano do ensino fundamental, Lucas Rolemberg já esteve várias vezes entre os primeiros colocados no ranking do Dream Game. Fã de jogos eletrônicos, o jovem diz que o projeto tem sido uma motivação a mais para estudar porque associa os temas tratados a uma de suas formas preferidas de lazer.

“O game é muito dinâmico, por isso o ranking muda a toda hora, mas consegui permanecer em primeiro lugar e isso me deixa muito feliz. Quando os professores liberam o conteúdo, eu já entro no aplicativo para ter acesso ao material complementar e responder as questões. Já tenho alguns prêmios em vista, por isso estou acumulando as minhas moedas para trocar pelo que eu quero. Meus pais acompanham meu desenvolvimento e tem sido muito legal compartilharmos juntos essa novidade”.

Conquistas

Entre os aspectos positivos do uso de tecnologias como os jogos digitais no ambiente escolar está a manutenção do interesse dos alunos pelo processo de educação. Computadores, tablets e smartphones se tornam aliados da aprendizagem, fazendo com que ele vá além da sala de aula.

“A internet tem seu lado de contribuição positiva quando bem utilizada, pois nem tudo que é interativo é educacional. Quem dá esse sentido é o educador que, estando preparado para fazer essa mediação, utiliza dos recursos da internet para incentivar seus alunos, mantendo o seu papel de intermediador e formador de conhecimento, contribuindo para o processo de ensino-aprendizagem”, pontua Tayguara Veloso.

É importante lembrar que o excesso no uso das tecnologias nunca é saudável, por isso a escola e os pais devem manter uma rotina de diálogo para que, juntos, acompanhem tanto o desempenho acadêmico quanto o comportamental das crianças e adolescentes.

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