Contra impunidade

"Enquanto eu tiver vida, vou lutar todos os dias", diz mãe de Beatriz Mota

Publicado em 07/12/2018 , às 07 h56

NE10 Interior

Beatriz Mota, de 7 anos, foi assassinada com 42 facadas dentro do colégio em que estudava / Foto: arquivo pessoal

Beatriz Mota, de 7 anos, foi assassinada com 42 facadas dentro do colégio em que estudava Foto: arquivo pessoal

A mãe de Beatriz Mota, criança assassinada há três anos dentro de um colégio particular de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, disse em entrevista à Rádio Jornal Petrolina que um ato será realizado na próxima quarta-feira (12), a partir das 8h, em frente à sede do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), no Recife. Familiares e amigos seguirão para o Palácio do Campo das Princesas para cobrar respostas para o crime brutal.

Na entrevista, Lucinha Mota alega que quer saber quem matou a menina e por quê. Ela cobra ainda a prisão de um ex-funcionário do colégio, o qual ela diz ser responsável por apagar as imagens das câmeras de segurança da instituição. "Enquanto eu tiver vida e saúde, pode ter certeza que eu vou lugar todos os dias da minha vida. Eu não vou parar nunca na busca por Justiça", crava.

Beatriz Mota, então com 7 anos, foi assassinada com 42 facadas no dia 10 de dezembro de 2015 dentro de uma sala desativada no colégio particular em que estudava. A festa de formatura da irmã mais velha da criança era realizada na instituição de ensino e havia várias pessoas no colégio. Em um dado momento, a criança afastou-se dos pais para beber água e não voltou mais. O corpo foi encontrado momentos depois.

As imagens do suspeito de assassinar Beatriz foram divulgadas há vários meses, mas apesar de terem sido espalhadas nacionalmente, o homem nunca foi encontrado, nem identificado. Mais de 100 pessoas passaram por exames de DNA, mas o confronto do material genético deu negativo em relação ao encontrado nos restos mortais da menina. Após várias trocas de delegados, o caso foi assumido há um ano pela delegada Poliana Nery.

Transferência do corpo

Lucinha Mota revelou ainda que a família deseja transferir o corpo da criança, que foi enterrada no interior da Bahia em uma fazenda da família, para outro local em Petrolina, mais próximo de onde os pais vivem. "A memória de Beatriz pertence ao Vale do São Francisco", disse.

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