VIOLÊNCIA

Mulher escreveu nome com sangue para dizer que marido tentou matá-la

Publicado em 24/01/2019 , às 17 h25

JC ONLINE

A delegada Bárbara Fort deu detalhes sobre o caso em entrevista coletiva / Foto: Reprodução de vídeo/Divulgação/PCPE

A delegada Bárbara Fort deu detalhes sobre o caso em entrevista coletiva Foto: Reprodução de vídeo/Divulgação/PCPE

Em coletiva na manhã desta quinta-feira (24), a delegada Bárbara Fort, à frente do caso, deu detalhes da ocorrência. “Depois que a polícia foi acionada, uma equipe da Civil foi ao hospital conversar com familiares da vítima, outra, da PM, foi até a residência do casal”, explicou Fort.

Elaine foi encontrada em estado grave, sem poder falar. “Ela falou conosco utilizando gestos”, explicou a delegada. Ao ser questionada sobre quem havia atirado na cabeça dela, a vítima, teria escrito o sangue do marido, Evaldo, na maca onde estava, com o próprio sangue. “Ela estava sangrando muito, em um situação muito tensa”, relatou Bárbara Fort. Segundo a polícia, antes de escrever o nome do companheiro, a mulher confirmou com um sinal de positivo que era o marido o autor do disparo.

Funcionários do hospital disseram à polícia que ao levar a mulher à unidade de saúde, o companheiro da vítima disse, em um primeiro momento, que ela havia caído e batido a cabeça. “Ele disse que pediu socorro aos vizinhos dizendo que ela tinha levado uma queda. Depois, mudou a versão dizendo que ela havia tentado suicídio, e finalmente disse que se tratou de um tiro acidental”, complementou a delegada.

“Chegando ao hospital, ele disse novamente que ela havia caído. Depois falou do tiro acidenta. Na delegacia, ele confessou que tinha entrado em luta corporal com ela, sem dizer quem havia disparado a arma”, relatou Fort.

“Um homem frio”

A delegada descreveu Evaldo como um homem frio. “Ele falou conosco tentando demonstrar um remorso que não parecia verdadeiro”, assinalou Fort. “É um homem frio. Foi uma prisão de grande relevância para a sociedade e para o município de Carpina”, completou.

A arma apreendida com o suspeito, um revólver calibre 38, era ilegal. “Ele não tinha porte nem posse da arma de fogo”, afirmou Fort. Ele usaria o armamento para trabalhar, já que é segurança.

Evaldo foi encontrado pelos policiais dentro de um carro, junto com um amigo - Davi Israel Pereira da Silva - e dois filhos de Elaine. Davi também foi autuado pela polícia. “A princípio, pensamos que ele poderia ter ajudado de alguma forma no crime, mas não encontramos indícios disso”, explicou a delegada. O outro suspeito também vai responder por posse ilegal de arma de fogo. Os filhos são de outro relacionamento da mãe, sem parentesco com Evaldo.

Os dois presos foram encaminhados à audiência de custódia.

Relacionamentos conturbados

Vizinhos do casal relataram à polícia brigas constantes entre a vítima e o suspeito. “Eles ouviam muitos gritos, mas não havia nenhuma denúncia de agressão registrada, seja feita por ela, seja por vizinhos”, disse a delegada. Elaine tem histórico de pelo menos outro registro de violência sofrida por um companheiro. “Havia um outro Boletim de Ocorrência, sobre outra agressão sofrida por Elaine, em um relacionamento anterior”, concluiu Bárbara Fort.

Via JC Online

Continue Lendo

COMENTE ESTA MATÉRIA

Nome:
E-mail
Mensagem

O comentário é de total responsabilidade do internauta que o inseriu. O NE10 reserva-se o direito de não publicar mensagens com palavras de baixo calão, publicidade, calúnia, injúria, difamação ou qualquer conduta que possa ser considerada criminosa.


Vitrine NE10
Fechar vídeo