Mobilização

Delegados protestam no Recife por melhores condições de trabalho

Publicado em 02/07/2015, às 09h41 | Atualizado em 02/07/2015, às 11h33

Do NE10

Protesto é em frente à Seplag / Foto: Comuniq

Protesto é em frente à Seplag Foto: Comuniq

Dezenas de delegados da Polícia Civil de Pernambuco estão mobilizados na manhã desta quinta-feira (2), na Rua da Aurora, em frente à sede da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag), no Centro do Recife. O ato pede melhores condições de trabalho e reajuste salarial para a categoria.

O protesto começou por volta das 8h30, com concentração na calçada à margem do Rio Capibaribe. Os manifestantes saíram em passeata para o Palácio do Campo das Princesas. O ato saiu, por volta das 10h30, pela Avenida Mário Melo e pela Rua do Hospício.

"A categoria está sendo tratada como lixo no Estado. As delegacias estão sucateadas, não é feito concurso para escrivão e agente de polícia, e o trabalho é em cima de recompensas. Além disso, temos o pior salário do País e somos a terceira melhor polícia, o que é um contrassenso em um governo é lastreado em um programa de segurança pública", afirmou o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco, Francisco Rodrigues.

Embora uma das reivindicações principais seja a valorização da carreira, com o reajuste salarial, o aumento solicitado pelos delegados não tem porcentagem definida e não seria totalmente para este ano. "O nosso salário inicial é de R$ 9 mil, enquanto a média nacional é de R$ 15 mil. Queremos uma remuneração equivalente à do País em três anos. Nós sabemos que este ano o Estado passa por uma crise muito forte", disse.

Além da questão salarial, a categoria aponta condições de trabalho ruins nas delegacias. "A da Macaxeira, por exemplo, está em calamidade pública. Lá, se convive com sujeira, ratos e baratas. As condições são insalubres", apontou Rodrigues.

Em maio, durante a paralisação da categoria, o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) denunciou ao NE10 falta de materiais, como água e até de papel para imprimir os inquéritos. Segundo a entidade, a situação é ainda pior no interior pernambucano, onde algumas unidades deixam de funcionar por falta de efetivo. No mesmo período, o Cidade Viva debateu o assunto.

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