Saúde

Movimento tranquilo é registrado na UPA da Caxangá

Publicado em 21/10/2015 , às 15 h36

Ana Maria MirandaDo NE10


Foi por volta das 8h20 que o policial militar Anderson Santos, 28 anos, chegou à Unidade Pronto Atendimento (UPA) Escritor Paulo Cavalcanti, mais conhecida como "da Caxangá", em referência à avenida em que fica situada, no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife. A esposa sentia fortes dores de cabeça e apresentava náuseas e vômito, por isso decidiu ir à unidade. Anderson ligava a cada 20 minutos para a companheira, que até o meio-dia, quando a reportagem deixou o local, não havia sido atendida. Na UPA, só é permitida a entrada de pacientes com acompanhante caso se trate de menor de idade ou idoso maior que 65 anos.

Policial militar Anderson Santos, 28 anos, esperava esposa ser atendida

Policial militar Anderson Santos, 28 anos, esperava esposa ser atendida Foto: Ana Maria Miranda/NE10

Outro que também enfrentava espera longa foi o vendedor Luís Alves, 29, nos bancos de madeira disponibilizados em frente à UPA. O sogro dele sentiu "desconforto" no peito e ele decidiu acompanhá-lo à unidade. Também através de contato telefônico, ele soube que o paciente tomou medicamento e aguardava para fazer um eletrocardiograma.
 
A estudante Dayane Carla, 20, esperou cerca de 2 horas para ser atendida - tempo considerado rápido para quem estava na classificação de "não-urgente" (pulseira verde). Ela estava com o tornozelo inchado após - de acordo com suspeita dela - pular corda em um evento beneficente de Dia das Crianças de que participou. "O médico só tocou na minha perna, passou um remédio e me deu o atestado", criticou, ressaltando que já havia ido à unidade e recebido melhor atendimento de outros profissionais.
 
De acordo com cartaz fixado na sala de espera, o paciente dessa categoria pode esperar até 4 horas para receber atendimento, uma vez que fica atrás das classificações "emergência" (pulseira vermelha, imediatamente) e "urgência" (pulseira amarela, em até 2 horas). Os níveis são definidos em triagem prévia. Antes disso, o paciente recebe uma senha na entrada.
 
Pacientes pegam senha e aguardam triagem na sala de espera

Pacientes pegam senha e aguardam triagem na sala de espera Foto: Ana Maria Miranda/NE10

A média de atendimentos nas UPAs é de 350 pacientes, com 95% dos casos sendo resolvidos no local, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES). A unidade faz atendimentos de ortopedia, clínica médica, pediatria e odontologia (a depender do perfil da região).
 
A aposentada Maria José Soares, 72, pegou a pulseira amarela, sentindo fortes dores na coluna. Dentro de aproximadamente 3h30, ela foi atendida, tomou um medicamento, fez raio X e esperava o resultado de outro exame para ser liberada. "De outras vezes, eles me davam uma injeção, mas parece que eles não têm", afirmou. Maria José elogiou a cordialidade e atenção dos funcionários da UPA.
 
O trabalhador autônomo Carlos Fabrício, 20, saiu da unidade de pronto atendimento às 11h45 após esperar desde as 8h30 um colega de trabalho que havia imprensado o dedo. O trabalhador passou por exame de raio X, fez um curativo e disse ter gostado do atendimento. A dupla deve voltar à unidade para saber se o paciente precisará ser deslocado de unidade de saúde para nova avaliação.
 

A sala de espera principal da UPA é grande e tem dois grupos de cadeiras, com capacidade para cerca de 40 pessoas. Limpo, o espaço conta com dois ar-condicionados, banheiros, inclusive adaptados para crianças e cadeirantes. Um bebedouro, localizado em frente aos sanitários, também é disponibilizado.
 
Ao todo, Pernambuco conta com 15 UPAs, sendo 12 no Grande Recife e 3 no interior. A primeira inaugurada foi a de Olinda, em janeiro de 2010. A última foi a de Petrolina, em  julho de 2013.

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