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Corrida presidencial

Claro que Doria é uma revelação, mas eleição é em 2018, diz Alckmin

Publicado em 06/03/2017 , às 17 h34

Estadão Conteúdo

Alckmin respondeu que estaria mentindo se dissesse não ter plano de disputar as eleições presidenciais / Foto: Agência Brasil

Alckmin respondeu que estaria mentindo se dissesse não ter plano de disputar as eleições presidenciais Foto: Agência Brasil

Após ter sido defendido publicamente pelo afilhado político João Doria para se candidatar a presidente e de reconhecer que tem essa vontade, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que é preciso aguardar 2018 para que uma candidatura ao Planalto esteja definida.

Além disso, ele reconheceu que Doria é uma "revelação" no campo político, mas que uma candidatura dele futura ainda depende do passar do tempo. Alckmin e Doria estiveram no almoço-debate promovido pelo Lide, grupo de empresas criada por Doria e dirigida pelo atual prefeito de São Paulo até as eleições.

Questionado se será candidato à Presidência da República em 2018, o governador respondeu que estaria mentindo se dissesse não ter plano de disputar a corrida ao Palácio do Planalto no ano que vem. "Se disser que não pretendo ser (candidato), não é verdadeiro", afirmou Alckmin, ponderando, contudo, que a candidatura a um cargo majoritário não depende de vontade pessoal, mas, sim, da vontade coletiva. O tucano ressaltou ainda que "tudo tem o seu tempo".

"Tudo tem seu tempo, nós estamos em um momento ímpar. Não devemos antecipar processo sucessório porque isso encurta governo, este ano tem que ser o ano das reformas", disse Alckmin, em entrevista coletiva após dar uma palestra no evento. Comentando a possibilidade de o PSDB lançar Doria como candidato a governador no ano que vem, Alckmin repetiu as declarações de que é preciso esperar o ano que vem para definir candidaturas. Ele destacou, porém, que todos, até os antigos adversários, reconhecem em Doria a "capacidade de liderança, de aglutinar forças, trabalhar e criar sentido de pertencimento em São Paulo "

Para o governador, Doria mostrou que não tem "mágica" na administração pública. "Claro que Doria é uma revelação", disse. À recente onda de apoio do nome de Doria para governador, e até para presidente, cargo pretendido por Alckmin, o governador atribuiu os novos modelos de gestão na Prefeitura de São Paulo, a eficiência no gasto público, a participação e o exemplo de pessoal. "Eu me sinto extremamente feliz com essa boa repercussão (de Doria nacionalmente) e toda parceria para ajudar", disse Alckmin.

O tucano reconheceu que é natural discutir a próxima eleição assim que termina um pleito, como ocorreu no ano passado, mas repetiu que "tudo tem seu tempo" e que "não é agora". Ele falou que com o passar do tempo uma candidatura majoritária vai virando realidade e adquirindo naturalidade.

Lava Jato



Perguntado sobre a expectativa de abertura de inquéritos para investigar citados nas delações da Odebrecht, Alckmin defendeu a separação do "joio do trigo" e disse que qualquer denúncia precisa ser apurada. Citado em delações, o tucano disse que é necessário separar quem cometeu corrupção, se enriquecendo ilicitamente, de "outros casos".

"Qualquer que seja a lista, o caminho deve ser de esclarecer a opinião pública e investigar, mas precisamos separar o joio do trigo. Precisamos ter cuidado para não misturar pessoas que fizeram corrupção, se enriquecerem, o patrimonialismo, com outros casos", declarou.

Previdência complementar

O governador disse ainda que a Prevcom, fundação que gerencia o regime de previdência complementar dos servidores públicos estaduais, está sendo aberta a municípios e outros Estados.

Em seu discurso no evento da Lide, Alckmin adiantou que Rondônia está entre os Estados que estudam aderir à previdência complementar de São Paulo.

O tucano deu a informação quando abordou em sua fala a reforma da Previdência feita em 2013 no Estado, o que, segundo ele, permitirá reduzir no futuro um déficit que hoje soma R$ 17 bilhões. Aos servidores que entraram no funcionalismo estadual após as mudanças de regras, o governo se compromete a pagar no máximo o teto do INSS (cerca de R$ 5 mil) como aposentadoria. Quem quiser receber mais, precisa contribuir à previdência complementar.

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