Conflito

Washington admite bombardeio na Síria mas nega ataque à mesquita

Publicado em 17/03/2017 , às 04 h29

AFP

Forças armadas americanas admitiram que realizaram um ataque no norte da Síria contra posições da Al-Qaeda / Foto: AFP

Forças armadas americanas admitiram que realizaram um ataque no norte da Síria contra posições da Al-Qaeda Foto: AFP

As forças armadas americanas admitiram nessa quinta-feira (17) que realizaram um ataque no norte da Síria contra posições da Al-Qaeda, mas negaram ter bombardeado deliberadamente uma mesquita na província de Aleppo, onde morreram 42 pessoas, segundo uma ONG.

"Não atacamos uma mesquita, e sim um prédio que tínhamos como alvo, onde se realizava uma reunião (da Al-Qaeda) e se situava cerca de 15 metros de uma mesquita que ainda está de pé", declarou nesta quinta-feira o coronel John J. Thomas, porta-voz do Comando das Forças Americanas no Oriente Médio (Centcom).

A princípio, o Centcom informou que "as forças dos EUA conduziram um ataque aéreo sobre um local de reunião da Al-Qaeda no dia 16 de março em Idlib, Síria, matando numerosos terroristas".

Posteriormente, o coronel Thomas admitiu que o ponto preciso do ataque não estava claro, mas que coincide com o local informado sobre a mesquita atingida, em Al-Jinehvincia de Alepo.



"Vamos examinar todas as denúncias de vítimas civis em relação a este ataque", acrescentou o coronel ao ser confrontado com a informação do Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Mortos e feridos na Síria

Segundo o Observatório, ao menos 42 pessoas - em sua maioria civis - morreram e 100 ficaram feridas nesta quinta durante o bombardeio a uma mesquita na aldeia de Al-Jineh, no norte do país.

"Os bombardeios de aviões não identificados alcançaram uma mesquita na província de Aleppo no momento da oração e mataram 42 pessoas, em sua maioria civis", afirmou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman.

"Mais de 100 pessoas ficaram feridas", acrescentou. Muitas das vítimas se encontram sob os escombros da mesquita em Al-Jineh, 30 quilômetros a oeste de Aleppo.

O povoado é controlado por grupos rebeldes, mas não há indícios de presença extremista.

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