Bombardeio

Operação de segurança após atentado no Paquistão deixa vários mortos

Publicado em 17/02/2017 , às 07 h28

AFP

Vinte crianças podem estar entre as vítimas do atentado, considerado o mais sangrento no Paquistão desde o início do ano. / Foto: ASIF HASSAN / AFP

Vinte crianças podem estar entre as vítimas do atentado, considerado o mais sangrento no Paquistão desde o início do ano. Foto: ASIF HASSAN / AFP

As forças de segurança paquistanesas mataram 25 "terroristas" em uma grande operação realizada após o atentado suicida reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI) que provocou 70 vítimas fatais em um santuário sufi do sul do país. Ao menos 18 "terroristas" morreram na província de Sindh, informaram os Rangers, força militar auxiliar do ministério do Interior. Outros sete "terroristas" morreram no noroeste do país, anunciou a polícia da cidade de Peshawar.

"As forças de segurança e provinciais e a polícia iniciaram uma vasta operação em todo o país e muitos suspeitos foram detidos em várias cidades", afirmou à AFP uma fonte do governo que pediu anonimato. A operação deve continuar nos próximos dias. O influente comandante das Forças Armadas do país, o general Qamer Javed Bajwa, prometeu que as "forças de segurança não deixarão que potências hostis consigam impor-se".



"Cada gota de sangue da nação será vingada e vingada imediatamente", completou. O atentado de quinta-feira (16), reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico, aconteceu no santuário de Lal Shahbaz Qalandar, em uma cidade de Sehwan, na província de Sindh, 200 quilômetros a nordeste da capital Karachi. A explosão matou pelo menos 70 pessoas e deixou 250 feridos, 40 em estado grave, informou o ministro da Saúde da província de Sindh, Sikandar Ali Mandhro. 

Vítimas

Vinte crianças podem estar entre as vítimas, afirmou o diretor da unidade médica de Sehwan, Moeen Uddin Siddiqui.  Este foi o atentado mais sangrento no Paquistão desde o início do ano. As autoridades da província de Sehwan decretaram três dias de luto.

O grupo extremista sunita EI reivindicou rapidamente sua autoria, por meio de sua agência de propaganda Amaq. Apesar do cenário de horror no local, o guardião do santuário tocou nesta sexta-feira, às 3H30 da manhã (20H30 de Brasília, quinta-feira), como todos os dias, o sino do santuário. "Não vou ficar de joelhos diante dos terroristas", disse o guardião à AFP.

O ataque contra o santuário aconteceu em uma semana violento no Paquistão, com uma série de atentados suicidas cometidos pelos talibãs em várias cidades do país. "Outro dia, outra bomba", afirma a manchete de sexta-feira do jornal The Express Tribune. "A ilusão do Paquistão seguro e pacífico explodiu de forma sangrenta, nos edifícios, estradas e locais públicos de todo o país", afirma o editorial do jornal.

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