Operação Gênesis

Desvios de recursos na Mata Sul eram nas áreas de educação e saúde

Publicado em 14/12/2017 , às 10 h42

NE10 Interior Com informações da Rádio Jornal

Operação é realizada em Quipapá e outros municípios / Foto: reprodução/TV Jornal

Operação é realizada em Quipapá e outros municípios Foto: reprodução/TV Jornal

Os desvios de recursos realizados por um grupo criminoso investigado pela Operação Gênesis, deflagrada nesta quinta-feira (14), eram em várias áreas, como educação e saúde. Cerca de R$ 18 milhões teriam sido desviados da Prefeitura de Quipapá, na Zona da Mata Sul de Pernambuco.

Na operação, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos com dados. De acordo com as investigações, a organização atuava por meio de uma parceria entre empresas e agentes públicos para direcionar os processos licitatórios e assegurar que os contratos fossem firmados com empresas fantasma.

Servidores públicos podem estar envolvidos no esquema, que desviou verbas estaduais e federais. "Toda fraude na licitação gera um dano muito grande, porque o dinheiro deixa de ir para onde deveria estar. Educação de qualidade, saúde de qualidade", lamenta o procurador geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros.



O coordenador do Gaeco, Ricardo Lapenda, informou que uma auditoria identificou as irregularidades. "Ainda estamos no início da investigação, vamos recolher documentos para que isto seja melhor analisado", disse. Nesta manhã, estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em Quipapá, Garanhuns, Correntes, Terezinha, Caruaru e Recife.

Maiores detalhes sobre a operação serão divulgados em entrevista coletiva na sexta-feira (15), às 10h, na sede do MPPE, na rua do Imperador Dom Pedro II, 473, Santo Antônio, no Recife.

Operação

Participam da operação Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU) e Polícia Civil. A operação conjunta conta com a atuação de 70 policiais civis, 12 integrantes do Grupo de Apoio Especializado ao Combate às Organizações Criminosas do MPPE (Gaeco) e oito servidores da CGU.


PALAVRAS-CHAVE: zona da mata quipapá interior

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