Aviação

Anac defende cobrança de babagem para crescimento do mercado aéreo

Publicado em 29/03/2017 , às 18 h35

Agência Brasil

Anac defendeu a cobrança por parte das companhias aéreas pelo despacho de bagagens dos passageiros / Foto: Agência Brasil

Anac defendeu a cobrança por parte das companhias aéreas pelo despacho de bagagens dos passageiros Foto: Agência Brasil

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), José Ricardo Botelho, defendeu nesta quarta-feira (29) que a cobrança por parte das companhias aéreas pelo despacho de bagagens dos passageiros pode favorecer o crescimento do mercado brasileiro.

Botelho participou da abertura do International Brazil Air Show (Ibas), no Aeroporto Internacional Tom Jobim, e disse que os americanos adotaram essa norma em 1970 e hoje transportam 900 milhões de pessoas. Ele acrescentou que países como Itália e Inglaterra, entre outros, têm regulação semelhante à que a Anac quer implementar no Brasil. O presidente da agência destacou que, quando fala de elevação do número de passageiros, isso significa aumento de infraestrutura e geração de empregos.

Anac publica resolução que previa fim da franquia

Em dezembro do ano passado, a Anac publicou uma resolução que previa o fim da franquia gratuita de bagagem para os passageiros do transporte aéreo, que passariam a pagar para despachar os volumes. A medida, entretanto, foi suspensa pela Justiça. Com isso, permanecem em vigor as franquias mínimas de bagagem despachada: 23 quilos (kg) em voos nacionais e duas malas de 32 kg em internacionais.



O presidente da Anac disse ainda que as empresas low cost (companhias aéreas de baixo custo e baixa tarifa) não têm interesse de vir para o Brasil. “O que nós estamos fazendo é criar um mercado adequado para que essas empresas olhem para esse mercado em potencial, que é muito grande, e digam 'eu quero ir para o Brasil'”.

A liberação da cobrança das bagagens dos passageiros é, segundo ele, um passo nesse sentido. “Com certeza, ela facilita”. Outra possibilidade seria ampliar a participação estrangeira no capital das empresas aéreas brasileiras.


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