Mercado financeiro

Desconforto com reformas impulsiona correção e dólar sobe 0,55%

Publicado em 16/03/2017 , às 19 h01

Estadão Conteúdo

O dólar à vista no balcão terminou com alta de 0,55%, a R$ 3,1197 / Foto: Agência Brasil

O dólar à vista no balcão terminou com alta de 0,55%, a R$ 3,1197 Foto: Agência Brasil

Após registrar nas quarta-feira, 15, a maior queda em quase nove meses, o dólar teve uma sessão volátil nesta quinta-feira, 16, mas acabou fechando em alta modesta. Além do movimento de correção, operadores citam um desconforto com eventuais atrasos no andamento da reforma da Previdência no Congresso e possíveis aumentos de impostos.

O dólar à vista no balcão terminou com alta de 0,55%, a R$ 3,1197, após oscilar entre a mínima de R$ 3,0928 (-0,32%) e a máxima de R$ 3,1235 (+0,67%). O giro registrado na clearing de câmbio da BM&FBovespa foi de US$ 1,810 bilhão. No mercado futuro, o dólar para abril subia 0,37% por volta das 17h15, a R$ 3,1315. O volume financeiro somava US$ 17,050 bilhões. A divisa norte-americana tinha um desempenho misto ante outras moedas emergentes e de países exportadores de commodities, subindo na comparação com o dólar australiano (+0,39%) e o canadense (+0,20%), mas caindo frente ao rublo russo (-1,02%) e a lira turca (-1,37%).



Embora a melhora na perspectiva do rating soberano pela Moody's - anunciada nos minutos finais do pregão ontem - ainda tenha exercido uma leve influência no câmbio hoje, acabou prevalecendo o desconforto com o cenário político e as perspectivas para a questão fiscal. Ontem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu mais tempo para a apresentação de emendas ao projeto da reforma e o governo continua sendo alvo de fogo amigo, inclusive do ex-presidente do Senado e líder da bancada do PMDB na Casa, Renan Calheiros. Ele criticou a forma como o governo tem encaminhado o assunto. "O governo precipitadamente já inviabilizou a reforma da Previdência", asseverou.

Governo deve anunciar medidas fiscais

Enquanto isso, nos últimos dias vêm crescendo os rumores de que o governo deve ser obrigado a anunciar mais medidas fiscais para limitar o déficit à meta de R$ 139 bilhões este ano. Na próxima semana será apresentado o relatório bimestral, quando é preciso rever as premissas econômicas e as projeções para receitas e despesas. Com muito pouco espaço para cortar gastos, um eventual esforço adicional deve recair sobre aumentos de impostos.

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