Mercado financeiro

Dólar fecha no maior valor em um mês e meio após rumores sobre IOF

Publicado em 08/03/2017 , às 20 h06

Agência Brasil

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (8) vendido a R$ 3,172, com valorização de R$ 0,051 (1,65%) / Foto: Fotos Públicas

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (8) vendido a R$ 3,172, com valorização de R$ 0,051 (1,65%) Foto: Fotos Públicas

Em um dia de expectativas no mercado financeiro, a moeda norte-americana fechou no valor mais alto em um mês e meio. O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (8) vendido a R$ 3,172, com valorização de R$ 0,051 (1,65%). A cotação é a maior desde 26 de janeiro (R$ 3,181).

A divisa operou em alta durante toda a sessão, mas disparou durante a tarde. Por volta das 15h, atingiu R$ 3,177, a máxima do dia. O dólar subiu 1,9% em março, mas acumula queda de 2,4% em 2017.

O dólar acelerou a alta após veículos de comunicação publicarem que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse, em evento fechado em Brasília, que o governo estudaria elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações cambiais para reforçar a arrecadação. O próprio ministro desmentiu a declaração horas mais tarde.

Outro fator que pressionou a cotação foi a divulgação de dados mais fortes que o previsto no mercado de trabalho nos Estados Unidos. No mês passado, a maior economia do planeta criou 290 mil empregos, desempenho acima da expectativa.

Queda do desemprego nos EUA

A queda do desemprego nos Estados Unidos indica que o Federal Reserve (Banco Central norte-americano) aumentará em breve os juros básicos no país. Taxas mais altas nos países desenvolvidos estimulam a fuga de capitais de países emergentes, como o Brasil, pressionando para cima a cotação do dólar.

No mercado de ações, o dia também foi de perdas. O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou a sessão com queda de 1,56%, aos 64.718 pontos. As ações da Petrobras, as mais negociadas, tiveram forte baixa. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) despencaram 6,17%. Os papéis prefernciais (com preferência na distribuição de dividendos) recuaram 4,15%.

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