RH Positivo

Existem analfabetos funcionais?

Publicado em 15/07/2017, às 20h32 | Atualizado em 15/07/2017, às 20h38

Por Bartolomeu Figueiredo

É comum encontrarmos analfabetos funcionais em empresas / Foto: Pixabay

É comum encontrarmos analfabetos funcionais em empresas Foto: Pixabay

Antes de responder "não", entenda o que é analfabetismo funcional e como os prejuízos que ele traz para as empresas são mais comuns do que se imagina

Talvez a pergunta do título cause estranheza apenas por conter a palavra "analfabeto". Porém, infelizmente, é comum encontrarmos analfabetos funcionais em empresas. Por isso vamos entender melhor este conceito e por que isto afeta a produtividade, além de identificar pessoas com este perfil e o que faremos para enfrentar este problema.

O novo contexto das organizações torna impensável contratar alguém que não saiba ler e escrever. Porém, o analfabeto funcional pode ser tão perigoso quanto a total incapacidade de reconhecer palavras e números. Ele ocorre quando pessoas alfabetizadas não conseguem usar a escrita e a leitura para fins pragmáticos, em situações do dia a dia.

Assim, elas não têm grau de conhecimento suficiente para exercer funções básicas no cotidiano,com reflexão e associação de temas. E isso não somente entre quem tem poucos anos de estudos. Infelizmente é uma carência que chega até os formados nas faculdades.



Como sua empresa é afetada

Além da dificuldade de se expressar, de entender o que leem e de compreender funções que envolvam aritmética, os colaboradores analfabetos funcionais apresentam comportamentos que são reflexos dessas deficiências. Veja alguns exemplos:

» Evitam fazer uma tarefa e socorrem-se com os colegas para entendê-la;

» Evitam qualquer comunicação por escrito e preferem falar pessoalmente;

» Recusam-se a usar uma ferramenta específica e são resistentes a novos procedimentos, desafios, promoções ou mudanças tecnológicas;

» Não seguem corretamente as instruções;

» Desviam de assuntos ou repassam tarefas que envolvam compreensão de textos ou cálculos matemáticos;

» Cometem erros repetidamente, embora devidamente orientados para a tarefa;

» Têm baixo aproveitamento em treinamentos.

Desafio dentro e fora da organização

É imperativo que compreendamos o papel das organizações como transformadoras sociais. Desse modo, os gestores que querem ver essa deficiência sanada, ou ao menos abrandada no futuro, têm que incluir ações fora da empresa na sua estratégia. Isso pode ser feito por meio de apoio às escolas públicas.

Essas participações sociais podem parecer algo muito distante, a princípio, mas são muitas as empresas atingidas com as perdas de produtividade causadas pelo analfabetismo funcional.

Bartolomeu Figueiredo é professor, consultor, cuditor e autor de livros. Associado ABRH PE.


*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

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RH Positivo ABRH-PE Esta coluna é uma parceria com a Associação Brasileira de Recursos Humanos em Pernambuco (ABRH-PE). abrhpe@abrhpe.com.br

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