Técnicas associadas no combate às temíveis estrias

Publicado em 30/09/2009, às 08h21

Você sabia que a cada dez mulheres oito não escapam das estrias? Por esse motivo, ter estrias ainda é um pesadelo do imaginário feminino. Em muitos casos, devido ao seu aspecto inestético, as pacientes sofrem com baixa autoestima ou ficam extremamente ansiosas.

As estrias podem surgir em qualquer idade, no entanto é na puberdade que elas se manifestam com maior intensidade devido ao estirão do crescimento. Outras razões podem ter ação determinante no seu aparecimento, são elas: o ganho ou perda de peso com rapidez, a gravidez, os exercícios vigorosos (musculação realizada de forma inadequada, com excesso de peso!), a herança genética e o tipo de pele do indivíduo. Na maioria dos casos, existe sempre mais de um fator predisponente associado.

Até poucos anos atrás, os dermatologistas diziam aos seus pacientes que não havia tratamento realmente eficaz para as tão indesejáveis estrias. Nos dias de hoje, com a diversidade de produtos, de equipamentos e a associação de algumas técnicas, os resultados têm se tornado cada vez mais animadores. Os tratamentos aplicados em conjunto, atendendo às necessidades de cada caso, fazem com que as estrias fiquem menos evidentes, atingindo-se resultados bastante significativos.

Uma estria é uma ruptura das células de sustentação da pele, chamadas de fibras colágenas e elásticas, responsáveis pela elasticidade da pele.


Uma estria é uma ruptura das células de sustentação da pele, chamadas de fibras colágenas e elásticas, responsáveis pela elasticidade da pele. Essa lesão forma alterações lineares, geralmente paralelas, podendo também ser entrelaçadas, semelhante a uma rede. Existe a possibilidade de elas atingirem uma pequena área corporal ou estarem presentes de maneira bastante extensa. Geralmente, quando aparecem, são avermelhadas ou róseas e, com a evolução, tornam-se esbranquiçadas. A pele fica com uma consistência frouxa e os locais mais comuns de aparecimento são as coxas, nádegas, seios, abdome e costas. Nesse último, elas são mais comuns nos homens e aparecem frequentemente devido ao crescimento rápido da adolescência.

Os tratamentos das estrias vermelhas ou róseas são sempre mais fáceis e, numa grande parte deles, podemos dar expectativa de cura das lesões em até 100%. Nesses casos, ainda é possível optar pela associação ou não de técnicas, como a microdermoabrasão, a Luz Intensa Pulsada (LIP) e os peelings químicos.

Se considerarmos as estrias esbranquiçadas, devemos primeiramente analisar se elas são estreitas ou alargadas antes de decidirmos quais técnicas lançaremos mão para melhor abordá-las. O tratamento consiste em microdermoabrasão, carboxiterapia, subincisão, peelings químicos e até mesmo os Lasers, como a LIP, com seus diferentes comprimentos de ondas ou os Lasers fracionados, como é o caso do Fraxel®.

Nesse ponto, temos que registrar que o Fraxel® é um Laser tão revolucionário que marcou a dermatologia em duas fases: antes e após seu surgimento! Com a combinação de várias dessas técnicas, podemos dar uma expectativa de melhora das lesões que varia entre 60% a 90%. Contudo, é importante ressaltar que o tratamento é longo, geralmente entre 6 a 12 meses, se considerarmos sessões mensais.

Aqui a máxima “Prevenir é Melhor que Remediar” vale mais do que nunca! Portanto, essa prevenção deve ter inicio o mais cedo possível, uma vez que muitas estrias ainda são de difícil tratamento.

O cuidado com a alimentação e com o corpo é fundamental! O ideal são os exercícios aeróbicos moderados (correr, nadar e andar de bicicleta), pois esses exercícios queimam calorias. Além disso, a tão conhecida ingestão de água (2 litros por dia) e uma alimentação balanceada são também boas formas de prevenção afora o uso adequado de cremes com o poder de hidratar muito bem a pele das áreas de risco!

*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

PALAVRAS-CHAVE: saúde

Questão de pele Cláudia Magalhães Com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) nº 1951, é formada pela Unicamp, onde fez residência médica, é especialista em dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). É membro efetivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e Fellow da Sociedade Americana de Dermatologia (AAD) e da Sociedade Americana de Laser (ASMLS). Seu número de registro no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) é o 11.769.. recepcao.claudiamagalhaes@gmail.com

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