Difusão

O Mundo Virtual pode ser violento

Publicado em 19/02/2018, às 22h45 | Atualizado em 19/02/2018, às 22h50

Por Marcelo Sampaio de Alencar

Existem mais de mil e quinhentas moedas em operação no mercado / Foto: reprodução

Existem mais de mil e quinhentas moedas em operação no mercado Foto: reprodução

A falência não é o único problema para aqueles que negociam com moedas virtuais. As criptomoedas em geral têm o Bitcoin como padrão de referência de fato. E são muitas, usualmente conhecidas como altcoins, formando um contingente de 1.545, isso mesmo, mais de mil e quinhentas moedas em operação no mercado.

As dez mais valiosas, em termos de capitalização no mercado virtual, são: Bitcoin, Ethereum, Ripple, Bitcoin Cash, Litecoin, Cardano, NEO, stellar, EOS e IOTA, com a Bitcoin liderando com umacapitalização total de US$ 190 bilhões, seguida pela Ethereum, com U$ 92 bilhões e Ripple, com R$ 44 bilhões.

Essas moedas geralmente têm feito a fortuna de seus criadores, e primeiros investidores, e a desgraça do restante dos seguidores, como todo esquema de pirâmide. Mas há algo mais a ser levado em conta.

Elas são baseadas em redes de pagamento globais, que não são controladas por nenhuma autoridade central. São também plataformas decentralizadas de software, sem controle ou interferência de terceiros. Em geral, elas oferecem privacidade e transparência seletiva nas transações, com menor custo. Mas, a vantagem de operações anônimas é também o problema atual dessas moedas.

Quando a ameaça vira real no mundo virtual

Recentemente, os detentores de grandes somas de moedas virtuais têm sido ameaçados, estorquidos, sequestrados ou roubados por bandidos reais. A razão principal é a facilidade com que essas moedas podem ser transferidas para endereços anônimos criados pelos bandidos.

Vários casos continuam a ocorrer em países como Canadá, Rússia, Ucrânia, Estados Unidos, Tailândia, Turquia e Inglaterra. Como os criminosos não precisam associar seus nomes, e seus dados, às moedas virtuais, como é feito com bancos reais, resta pouco para a polícia investigar. As próprias vítimas não querem falar a respeito, com receio de se tornarem alvos.

Não muito diferente da época em que as pessoas mais ricas escondiam dinheiro, ou metais preciosos, em botijas. Os roubos geralmente não eram notificados à polícia, por que os donos tinham medo de tornar públicas suas fortunas, ou de revelar suas origens pouco honestas.


*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

PALAVRAS-CHAVE: difusão notícias mundo virtual

Difusão Marcelo S. Alencar Marcelo Sampaio de Alencar é professor titular da UFCG e presidente do Instituto de Estudos Avançados em Communicações (Iecom).. Email: sampaio.alencar@gmail.com e no twitter: @marcelosalencar

Continue Lendo

COMENTE ESTA MATÉRIA

Nome:
E-mail
Mensagem

O comentário é de total responsabilidade do internauta que o inseriu. O NE10 reserva-se o direito de não publicar mensagens com palavras de baixo calão, publicidade, calúnia, injúria, difamação ou qualquer conduta que possa ser considerada criminosa.

Vitrine NE10
Vitrine NE10
Fechar vídeo