Difusão

O futuro imediato da comunicação

Publicado em 23/11/2017, às 11h20 | Atualizado em 23/11/2017, às 11h24

Por Marcelo Sampaio de Alencar

Padrão 5G deverá contar com novos codificadores para controle de erros / Foto: Pixabay

Padrão 5G deverá contar com novos codificadores para controle de erros Foto: Pixabay

Há grande expectativa no mundo tecnológico com a chegada da quinta geração (5G) de comunicações móveis celulares, prevista para 2020. Um objetivo claro da nova geração é oferecer novos serviços, com o desenvolvimento de novas interfaces aéreas, que formam a ligação entre o telefone celular e a estação radiobase.

Para isso, é necessário operar em novas frequências, que podem ir da faixa de micro-ondas (entre 300 megahertz e 30 gigahertz) até as ondas milimétricas (entre 30 e 300 gigahertz), que sofrem elevada atenuação nas paredes dos prédios. Isso, curiosamente, permite criar células bem pequenas (pico a femto-células) e aumentar a taxa de transmissão para gigabits por segundo, o que permitirá baixar vídeos bem mais rapidamente.

O padrão 5G do futuro

Além da miniaturização das células, o novo padrão implicará aumento no número de antenas, tanto na estação radiobase quanto no aparelho celular, com uma técnica conhecida como MIMO, do inglês múltiplas entradas e múltiplas saídas, que permite elevar a taxa final de transmissão.

As antenas também serão mais diretivas, formando feixes estreitos, que permitirão selecionar a rota mais eficiente para cada usuário, aumentando assim a qualidade da ligação e o número de usuários que podem ter acesso ao sistema por vez.

O padrão 5G deverá contar com novos codificadores para controle de erros, possivelmente baseados em códigos polares, que permitem atingir a capacidade do canal de comunicações com menor atraso e maior aptidão para corrigir erros que os códigos atuais.

Por fim, o projeto da arquitetura da rede celular de quinta geração será orientado a melhorar a flexibilidade, para permitir configuração dinâmica das funcionalidades, a aumentar a escalabilidade, para possibilitar o crescimento da rede, e ao estabelecimento de novas estratégias de gerência do sistema, que será mais orientada a serviços, para deixar os provedores mais livres para oferecer novas aplicações aos usuários.


*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

PALAVRAS-CHAVE: difusão notícias futuro

Difusão Marcelo S. Alencar Marcelo Sampaio de Alencar é professor titular da UFCG e presidente do Instituto de Estudos Avançados em Communicações (Iecom).. Email: sampaio.alencar@gmail.com e no twitter: @marcelosalencar

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