Difusão

Ecossistemas Virtuais

Publicado em 15/07/2017, às 20h20 | Atualizado em 15/07/2017, às 20h24

Por Marcelo Sampaio

Mundo dos aplicativos móveis deverá movimentar um montante de 6,3 trilhões de dólares na economia mundial, em 2021 / Foto: Pixabay

Mundo dos aplicativos móveis deverá movimentar um montante de 6,3 trilhões de dólares na economia mundial, em 2021 Foto: Pixabay

Há mundos paralelos, povoados por avatares de seres humanos, formando ecossistemas de vários tipos. E esses mundos virtuais movimentam muitos recursos, literalmente, nas pontas dos dedos dos usuários.

O mundo dos aplicativos móveis deverá movimentar um montante de 6,3 trilhões de dólares na economia mundial, em 2021, o que inclui a receita das lojas de aplicativos, a publicidade veiculada nos aplicativos e o comércio móvel, que tende a crescer fortemente nos próximos anos. A empresa chinesa de comércio eletrônico Alibaba, por exemplo, informou que 79% das vendas, em 2016, foram realizadas por meio de dispositivos móveis. Um fator importante é o crescimento do número de usuários, que vai passar, entre 2016 e 2021, de 3,4 bilhões para 6,3 bilhões de pessoas. Ou seja, o mundo todo vai comprar pelo celular.

Além disso, o gasto médio anual por pessoa passará de US$ 379 para mais de mil dólares no período. A China será o maior mercado, com um movimento de 2,59 trilhões de dólares, em 2021, três vezes o que foi gasto em 2016. Os usuários americanos dispenderão 820 bilhões de dólares, em 2021, um terço do dispêndio chinês.

O interessante é que a comparação da lista do Produto Interno Bruto (PIB), divulgada pelas Nações Unidas, em 2014, com a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), para 2017, já antecipava o crescimento espetacular da China no comercio eletrônico.



Para um PIB global de 77,5 trilhões de dólares, os Estados Unidos, colocados em primeiro lugar, contribuiram com 17,3 trilhões de dólares, e a China, que estava em segundo, com 10,4 trilhões de dólares, em 2014.

Porém, pela paridade de poder de compra, que reflete mais adequadamente as relações comerciais, a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o PIB americano, em 2017, é de 18,5 trilhões de dólares, enquando o PIB da China deve chegar a 21,2 trilhões.

O PIB do Brasil figurava, em 2014, em sétimo lugar, com 2,3 trilhões. Em 2016, depois dos atropelos políticos causados pela deposição de Dilma Rousseff, o PIB caiu para 1,4 trilhões de dólares. Apesar da queda nas vendas em lojas reais, o comércio eletrônico não arrefeceu, e o País faturou 13,8 bilhões de dólares, com uma estimativa de faturamento, para 2017, de 18,7 bilhões de dólare


*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

PALAVRAS-CHAVE: difusão notícias

Difusão Marcelo S. Alencar Marcelo Sampaio de Alencar é professor titular da UFCG e presidente do Instituto de Estudos Avançados em Communicações (Iecom).. Email: sampaio.alencar@gmail.com e no twitter: @marcelosalencar

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