Atitude adotiva

Por um Brasil Melhor

Publicado em 17/08/2015, às 20h25 | Atualizado em 17/08/2015, às 20h33

Por Guilherme Lima Moura

Há certamente muitos caminhos para fazermos do País um lugar melhor. Mas em nenhum deles pode existir crianças sem família / Foto: divulgação

Há certamente muitos caminhos para fazermos do País um lugar melhor. Mas em nenhum deles pode existir crianças sem família Foto: divulgação

Por todos os cantos multiplicam-se os esforços. Cidadãos saem às ruas para construir um Brasil  melhor. Alguns usam vestimentas com dizeres significativos. Andam sozinhos ou em pequenos grupos e, juntando-se a outros tantos, formam por todo este país uma verdadeira multidão. Todos eles querem um futuro melhor para as famílias brasileiras. Uns falam mais, exortando os demais com questões importantes. Outros anseiam na escuta em busca de entendimento. Mas todos têm um desejo comum: compartilhar sua felicidade para que outros também sejam felizes. 

Quem são estas pessoas que vão às ruas? Quem são estes que saem do conforto de seus lares? Eles são os trabalhadores voluntários dos Grupos de Apoio à Adoção de todos os estados do  Brasil. E eles fazem tudo isso ano após ano, diuturnamente.  Neste dia 16 de agosto de 2015, um destes GAAs completou dezoito anos de existência formal. 

O GEAD Recife atingiu a maioridade coletiva, deixando como legado a contribuição prática e real em forma de felicidade concreta para tantos e tantos.  São inúmeros os adultos que, pela reflexão madura do que seja efetivamente o tornar-se pai e mãe, abandonaram frustrações e preconceitos para se realizarem em famílias calcadas no afeto. 

São incontáveis as crianças que, sob a inspiração de pais e mães de verdade que apresentam-se como belíssimas possibilidades, encontraram mais cedo suas famílias amorosas

São incontáveis as crianças que, sob a inspiração de pais e mães de verdade que apresentam-se como belíssimas possibilidades, encontraram mais cedo suas famílias amorosas. São numerosos os profissionais, de todas as áreas do conhecimento, que assimilaram em suas práticas o entendimento real do que seja a adoção, favorecendo seus pacientes, alunos e clientes.

São incalculáveis as pessoas por toda a sociedade que, ao compreenderem que só há paternidade e maternidade onde há adoção, abriram-se à diversidade das configurações familiares, reconhecendo a legitimidade que toda família baseada (tão somente) em amor tem de fato. 

É cada um que, em algum momento, se beneficiou do manancial de aprendizagem que somente a partilha honesta e singela de um grupo de praticantes que se ajuda desinteressadamente é capaz de oferecer.

Nossa gratidão especialíssima aos fundadores deste grupo de trabalho, representados nas pessoas dos queridos Luiz Schettini e Eneri Albuquerque. O GEAD Recife representa, neste aniversário tão especial, as dezenas e dezenas de GAAs por todo o Brasil. Todos são escolas abençoadas onde um Brasil mais justo e feliz vai nascendo na atitude adotiva.

Há certamente muitos caminhos para fazermos do País um lugar melhor. Mas em nenhum deles pode existir crianças sem família. 

Viva o Brasil! Viva os Grupos de Apoio à Adoção! Viva a todos os pais e mães de verdade!

*As colunas assinadas não refletem, necessariamente, a opinião do NE10

PALAVRAS-CHAVE: notícias atitude adotiva

Atitude adotiva Guilherme Lima Moura é pai adotivo, integrante do Gead (Grupo de Estudos e Apoio à Adoção do Recife) e professor da UFPE. glmoura@gmail.com

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