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Nasa não sabe como proteger a Terra em caso de ameaça de asteroide

Publicado em 15/12/2016 , às 20 h30

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Segundo os astrônomos, são raros os grandes asteroides com poder de acabar com a atual civilização / Foto: Pixabay

Segundo os astrônomos, são raros os grandes asteroides com poder de acabar com a atual civilização Foto: Pixabay

Apesar de a tecnologia ter caminhado a passos largos, a engenharia ainda não conseguiu alcançar o percurso do tempo espacial. Isso significa que, caso algum asteroide fosse detectado em direção à Terra, a ciência não poderia fazer nada, de acordo com os astrônomos. 

Os cientistas ainda dizem que as estratégias se resumem apenas aos papeis, pois o difícil é colocar em prática em algum momento de emergência. No momento, não há nenhuma tecnologia em meio a um monte de coisas que pudesse ser utilizada", disse Joseph Nuth, do centro espacial Goddard, da Nasa.

Segundo os astrônomos, são raros os grandes asteroides com poder de acabar com a atual civilização. A Nasa ameniza ao dizer que a probabilidade de um deles atingir a Terra é de um em cada 50 ou 60 milhões de anos. Depois de um asteroide exterminar os dinossauros, muitas pessoas ainda pensam que o próximo poderá acabar de uma vez a Terra.

Os últimos asteróides que despertaram alerta nos pesquisadores terráqueos só foram detectados quando não havia tempo de evitar uma possível catástrofe. "Se olharmos para o tempo que demora a programação de missões espaciais, levaríamos cinco anos para lançar uma espaçonave [para deter um meteoro]. Nesse caso, tivemos 22 meses [1 ano e 10 meses] de total aviso", diz Nuth.

Os cientistas dizem que muitos dos pedregulhos ainda são desconhecidos. "Nós não temos muitos dados sobre como é o interior de asteroides e cometas. Apenas podemos supor, nos baseando no que sabemos sobre física, rochas e gelo", diz Cathy Plesko, cientista do Laboratório Nacional de Los Alamos.

Foguete para proteção espacial

Caso um asteroide ou cometa ameace a Terra, uma das sugestões dos cientistas é a criação de um foguete para ser guardado. A previsão dos especialistas é que o artefato seja desenvolvido dentro de um prazo de um ano. "É o que poderia mitigar riscos da surpresa de um asteroide sorrateiro vindo de um lugar de difícil observação, como do sol".

Em outubro deste ano, a Nasa realizou uma simulação de uma possível colisão de um asteroide com a Terra. "Estamos fazendo a nossa lição de casa antes de um evento desses. Não queremos fazer nossos cálculos em cima da hora, quando algo já estiver a caminho", disse Plesko.

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