Fenômeno

Terceira e última Superlua de 2016 reúne admiradores no Recife

Publicado em 14/12/2016 , às 20 h11

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As lentes do fotógrafo Diego Nigro, do JC Imagem, registraram essa Superlua, no Recife, em dupla exposição / Foto: Diego Nigro/ JC Imagem

As lentes do fotógrafo Diego Nigro, do JC Imagem, registraram essa Superlua, no Recife, em dupla exposição Foto: Diego Nigro/ JC Imagem

Ela foi a anfitriã da noite. A Superlua, pela terceira e última vez em 2016, voltou a brilhar no céu e nos olhos de quem a reverenciava nesta quarta-feira (14). O Bairro do Recife, no centro da capital pernambucana, foi palco para um observatório a olho nu, onde as pessoas compareceram com câmeras para registrar o fenômeno gigante no céu. O satélite natural da Terra apareceu 28% mais brilhante e 12% maior do que o habitual, só que menos intenso do que as duas últimas que ocorreram neste ano, de acordo com o astrônomo James Solon. Ainda na noite desta quarta-feira, uma chuva de meteoros está prevista para protagonizar um verdadeiro espetáculo na direção da constelação de Gêmeos, cruzando o horizonte de boa parte do planeta.

A militar da Aeronática Nadieje Lopes, 31 anos, contou que esta é a primeira vez que contempla o fenômeno em 2016. "Não tive como ver as últimas duas deste ano porque a de novembro ficou "escondida". Hoje ela está linda, principalmente porque está no escurinho (com céu limpo)", elogiou. Já a irmã Naedja Lopes, também de 31, afirmou que observar o fenômeno trazia uma sensação de relaxamento. "A gente parou aqui para descansar e, ao mesmo tempo, para contemplar a lua que está linda", completou.

O satélite da Terra ficou gigante no céu, só que não foi um aumento real, mas uma aproximação aparente. O astrônomo explica que toda vez que atinge o perigeu, a lua fica mais próxima da Terra do que o normal, coincidindo com a fase cheia. Quem perder o fenômeno desta semana, só poderá apreciar em dezembro de 2017, porém será menos intenso do que os previstos para o século. Das luas gigantes marcadas para ocorrer dentro de 100 anos, a próxima e a segunda maior será em novembro de 2034. Já a Superlua do século vai ocorrer em dezembro de 2052. 

As irmãs Naedja e Nadieje foram ao Recife Antigo para contemplar a Superlua

As irmãs Naedja e Nadieje foram ao Recife Antigo para contemplar a SuperluaFoto: Rafael Paranhos/NE10

Além da Superlua, outro fenômeno promete deixar as pessoas encantadas. O astrônomo explicou que os Geminídeos deixarão o céu ainda mais brilhante e com cerca de 120 meteoros no céu por hora, podendo ser visto em maiores detalhes. O horário recomendado para observar as estrelas cadentes será por volta da 1h da manhã de quinta-feira (15). O local ideal para aproveitar é afastado da metrópole, como no interior, devido à poluição luminosa (iluminação da cidade). Os meteoros também podem ser ofuscados por causa do brilho do satélite natural da Terra, deixando visível pelo menos 40 meteoros. 

Júpiter e Vênus pertos da Terra

Durante todo o mês de dezembro, quem olhar além das nuvens poderá observar dois planetas: Júpiter e Vênus. O pesquisador explica que Vênus pode ser apreciada na direção oeste, sempre a partir das 18h. O segundo planeta depois do Sol está como uma estrela, brilhando bem forte. Já Júpiter, maior planeta e o quinto depois do Sol, pode ser visto durante a madrugada.

As últimas Superluas de 2016

16 de outubro - Foi possível observar o fenômeno em várias partes do Grande Recife. Quem foi à praia assistiu o espetáculo no céu a olho nu, já que São Pedro deu uma ajudinha e o céu no dia não teve muitas nuvens.

14 de novembro - Quem estava na expectativa para apreciar a maior Superlua dos últimos 68 anos foi pego de surpresa devido ao mau tempo, no Grande Recife. A longitude entre o satélite natural e a Terra foi a menor desde 1948, deixando as pessoas eufóricas para acompanhar um espetáculo raro no céu. Em muitos pontos da capital pernambucana, as pessoas compareceram com celulares e câmeras na mão, mas o clima foi de frustração geral. Só por volta das 20h30, o tempo nublado começou a dar uma trégua e foi possível reverenciar o fenômeno, já com a lua no alto, mais distante.

Veja as Superluas previstas no século

Entenda como funciona o fenômeno

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