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Investigação

Carne Fraca: Em dois anos, PF analisou carne de apenas uma empresa

Publicado em 20/03/2017 , às 08 h06

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A PF constatou técnicas de "maquiagem" de carnes estragadas / Foto: Pixabay

A PF constatou técnicas de "maquiagem" de carnes estragadas Foto: Pixabay

A Polícia Federal (PF), durante os dois anos que investigou frigoríficos na Operação Carne Fraca, fez perícia em apenas um estabelecimento.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, a análise da PF foi feita em produtos da Peccin Agro Industrial, empresa de Curitiba responsável pela marca Italli.

Neste frigorífico, a PF constatou o uso de carnes impróprias na composição de salsichas e linguiças, além de técnicas de "maquiagem" de carnes estragadas, refrigeração imprópria e falta de rotulagem.

De acordo com a publicação, o ministro da Agricultura Blairo Maggi reagiu, nesse domingo (19), sobre a parte técnica da investigação. Para ele, as práticas consideradas irregulares da PF são, na verdade, permitidas por lei.

A Peccin nega as irregularidades. O ministro Blairo Maggi (Agricultura) questionou neste domingo (19) a parte técnica da investigação, afirmando que práticas consideradas irregulares são, na verdade, permitidas por lei.

Empresas na Operação Carne Fraca

Ainda de acordo com a Folha, a Polícia Federal afirmou haver indícios de corrupção entre empresas e servidores do Mapa Ministério da Agricultura, apurados a partir da análise de grampos e depoimentos. Uma das práticas constatadas pela PF é a concessão desenfreada de certificados que exigiam, na verdade, fiscalização. Por dinheiro, lotes de carne e asinhas de frango ou outros presentes, servidores assinavam documentos sem checar se as regras estavam sendo cumpridas.
Nem todas as 32 empresas alvo da Carne Fraca são suspeitas de vender alimentos impróprios para o consumo.



Foto: Pixabay

A JBS, maior empresa do setor, está implicada diante da atuação de funcionários da Seara e da Big Frango. Segundo a PF, o funcionário da Seara Flavio Cassou dava dinheiro e alimentos a servidores em troca da emissão de certificados, sem a devida fiscalização, para a venda e exportação de produtos.

A empresa afirma que ele foi contratado em 2015 e era mantido pela JBS, mas trabalhava cedido ao Mapa. O ex-presidente da Big Frango, controlada pela JBS, o executivo Roberto Mulbert, aparece perguntando a uma servidora sobre a possibilidade de prorrogar a data de validade de embalagens.

A situação da BRF, segunda maior companhia do setor, é mais delicada. Funcionários são acusados de oferecer vantagens a servidores para afrouxar a fiscalização e de, por meio de suborno, evitar a suspensão de fábrica em Mineiros (GO), onde havia incidência de salmonella.

O gerente de relações institucionais da BRF, Roney Nogueira dos Santos, que foi preso, aparece em escutas feitas da PF. A empresa diz não compactuar com ilícitos. Também há evidência de que produtos da BRF, que é dona da Sadia e da Perdigão, eram vendidos fora do padrão exigido –como frangos com absorção de água superior ao permitido.

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